Skip to Content

Blog Archives

Tenho uma ideia, e agora? 10 Dicas para tirar sua ideia do papel.

space shuttle

As ideias estão em todo o lugar e muitas delas têm potencial de se tornar um negócio de sucesso por facilitar a vida das pessoas, melhorar o meio ambiente, disponibilizar informações ou simplesmente curar uma “dor” dos usuários. Basta reparar na quantidade de aplicativos que há em seu celular, onde alguns deles passaram a ser muito importantes para se realizar atividades cotidianas.

Segundo recente estudo da comScore em parceria com o Internet Media Services (IMS), realizado em seis países latino-americanos, entre eles o Brasil, quase 100% dos usuários de smartphones e tablets têm aplicativos baixados e com uma média de 18 programas por aparelho.

É preciso fazer um enorme esforço para tirar algo do campo dos pensamentos, trazer para o papel, do papel para a realidade e da realidade para o mundo dos negócios. Pense! A natureza de uma ideia (boa ou ruim) é ficar no chão, literalmente a gravidade joga baixo, a não ser que você aplique uma força maior e direcionada, chamamos isso de “esforço direcionado e contínuo”.

A falta de esforço “direcionado e continuo” explica, em parte, o que ocorre com uma grande quantidade de boas ideias que viraram aplicativos ou negócio digitais, onde muitos não se consolidam no mercado por simples equívocos de concepção que não foram verificados em seu desenvolvimento e quando o equívoco é constatado, é tarde demais pois o “foguete” já estava no ar. Por isso, além de aplicar um “esforço contínuo e direcionado” há a necessidade de se trabalhar dois fatores importantíssimos antes que sua ideia se torne uma startup: Hipóteses e Protótipos.

É mais ou menos o seguinte: em 1º de abril de 1969, o Dr. Maxime Allen Faget ( Max Faget) atirou sobre sua equipe de engenheiros um modelo como o da foto abaixo e disse: “We are going to build America’s next spacecraft. It’s going to launch like a spacecraft and going to land like a plane!” (“Vamos construir a próxima nave espacial dos Estados Unidos da América. Ela será lançada como uma nave espacial e vai pousar como um avião!”)

prototipo_ghion

 

Ou seja, basicamente uma nave espacial que fosse reutilizável, diferentemente das cápsulas que até aquele momento existiam. O restante da história vocês já devem conhecer, que foi o nascimento do programa espacial americano do ônibus espacial, na década de 80.

O protótipo nada mais é do que uma simulação da realidade e das atividades do projeto, já mais próxima da própria realidade, e pode ser feito com as coisas mais simples possíveis. Por exemplo, podemos simular o voo de um avião com uma folha de papel da mesma forma como fazíamos quando criança: dobrava-se uma folha ao meio, trazia as duas pontas da folha até a metade do papel, fechava a folha e dobravam-se as asas. Pronto, era jogar aquele pedaço de papel dobrado no ar que ele planava por vários metros, ou como Dr. Max fez com sua equipe, um modelo de papel, cola e madeira.

É até difícil imaginar que o ônibus espacial nasceu deste jeito! Trazendo essa brincadeira de criança para o mundo das startups e aplicativos, além de criar o modelo/protótipo, você deve observar, entender e avaliar as diversas influências que podem prejudicar o voo do avião de papel ou mesmo incluir detalhes que darão mais consistência ao voo. Esses experimentos e testes são extremamente necessários para se fazer um “reality check” da ideia e saber se ela faz sentido ou não no mercado.

Com o avião de papel como protótipo, podemos verificar a influência do vento em seu voo ligando um ventilador, por exemplo. Ou saber seu comportamento no ar colocando mais pesos em sua estrutura, com uma simples moeda.

É nesse momento que, ao invés de nos darmos como satisfeitos com o resultado do voo do pequeno avião de papel, devemos, por incrível que pareça, tentar derrubar o avião de papel para simular futuras intempéries e saber se o modelo realmente para de pé ou mesmo quais são seus limites. Antecipar possíveis desafios que o protótipo poderá enfrentar quando deixar de ser uma ideia e virar uma startup faz muita diferença.

Esse é um passo importante para que o projeto por um lado chegue ao mercado mais maduro, diminuindo e mitigando o riscos desnecessários em seu caminho, bem como ganhando mais musculatura para passar os próximos estágios. Voltando ao universo dos aplicativos e startups, um dos principais erros que observamos, entre aqueles que estavam começando a alçar voo, foi não ter feito um protótipo, na verdade “N” protótipos antes de sair ao mercado.

Não basta um belo Business Plan ou Canvas com todas as questões totalmente respondidas, o importante é começar a tirar a ideia do papel através de protótipos.

Dicas para prototipar bem:

1. Tenha uma visão muito clara de onde se quer chegar, desde o começo tenha em mente o que você quer experimentar, aprender e validar;

2. Elabore ao menos três hipóteses de como chegar lá e ou de algo que se quer experimentar/ validar;

3. Foque no que é essencial, o que é o componente mais importante para sua ideia ser um negócio de sucesso;

4. Não tenha medo de ser feliz, arrisque com seu modelo, se ele quebrar e cair é só um modelo e não uma startup;

5. Aprenda a aprender, o protótipo serve para isso;

6. Não está dando certo mude o protótipo ou a abordagem, insistir demais pode ser simplesmente teimosia;

7. Quanto mais você avançar nos experimentos mais próximo da realidade você está e mais real deve ser o protótipo (ex: planta, maquete, apartamento decorado);

8. Invista o tempo necessário no protótipo, mas cuidado para não exagerar e ficar para trás no lançamento de sua ideia. Lembre-se que o protótipo tem um papel nessa história toda (experimentação, aprendizado e validação), se você está satisfeito com os resultados, “bola para frente”;

9. Prototipe com usuários reais;

10. Se o protótipo voar, peça para alguém com experiência no mercado tentar derrubá-lo. O fato de alguém conseguir derrubar seu protótipo proporciona uma nova oportunidade de aprendizado e melhoria.

Fonte: IDGNOW!

0 6 Continue Reading →

Incubadora ou Aceleradora? Os diferentes caminhos para montar uma Startup

empreendedor

Após ter uma ideia de negócio, seja ela um aplicativo, um produto inovador ou uma empresa que atuará em um segmento ainda inexplorado, o empreendedor logo encontrará diferentes caminhos para seguir no desenvolvimento de seu projeto.

Um caminho é seguir adiante por conta e risco próprios ou buscar por parceiros que ajudarão a tirar a ideia do papel por meio de estrutura, mentoria, gestão e toda sorte de suporte.

Vamos começar falando de possíveis caminhos para aqueles que entendem que o capital intelectual vale mais que dinheiro, pelo menos num primeiro momento. Este momento costuma acontecer nos estágios iniciais de uma startup ou mesmo em estágios anteriores, durante a “Ideação”, preparação ou prototipação.

Nesse sentido, as incubadoras e aceleradoras são caminhos mais tradicionais, se é que podemos usar a palavra “tradicional”. Com pouco mais de 10 anos de atuação, no Brasil e no mundo, aceleradoras são empresas de fomento à inovação.

Incubadoras e aceleradoras irão auxiliar o empreendedor a dar corpo ao projeto, podendo se diferenciar principalmente em relação ao tempo de trabalho, metodologia, tipo de mentoria e formas de financiamento para estruturar o negócio.

Uma incubadora lida com toda sorte de projetos, da economia tradicional até a digital. Ela normalmente apoia pequenas empresas e projetos desenvolvidos com ajuda de verba pública, muitas vezes ligados a uma iniciativa de interesse da Prefeitura e Governo local, ou uma iniciativa acadêmica.

Por conta dessa atuação, as incubadoras mantêm gestores que fazem o meio de campo entre uma iniciativa privada, o poder público e as universidades. É muito comum esse trabalho de desenvolvimento do negócio ser realizado dentro de uma universidade ou instituição de ensino, onde se aproveitam os departamentos de pesquisas internos para auxiliar o projeto. Como uma incubadora lida na maioria das vezes com verbas públicas ou projetos de fomento específicos (mobilidade, segurança, saúde etc), a avaliação das ideias e iniciativas em potencial cumprirá uma formalidade maior e o processo de aprovação será mais complexo.

ovos azuis ninho

Uma aceleradora, por sua vez, está mais ligada à nova economia e projetos de inovação em tecnologia, ou seja, startups que buscam um campo inexplorado para montarem seus negócios. Seu trabalho de apoio ao projeto é mais informal, pois o mais interessante para sua atuação é a ideia e o potencial que o negócio tem no mercado.

Os financiamentos envolvidos nesse caso são predominantemente privados e a intenção é que o projeto se estruture o mais rápido possível. É importante dizer que a informalidade aqui não significa falta de estrutura. Ao contrário, um dos pontos fortes das aceleradoras é oferecer além de estrutura física um programa de aceleração com começo, meio e fim.

O trabalho em uma aceleradora é feito por empreendedores, mentores e investidores experientes, muitas vezes empregando métodos baseados em seus próprios aprendizados e experiências. A atuação é mais focada do que em uma incubadora, e acontece dentro de um programa com tempo específico que dura entre 3 e 6 meses em sua maioria, contendo, mentoria, palestras e conversas pessoais que visam acelerar o estágio do projeto/ startup.

Além disso as aceleradoras oferecem benefícios adicionais, tais como: hospedagem (servidores), acesso a investidores, descontos e bônus junto a parceiros de negócios (networking), e em troca do programa de aceleração e dos benefícios as aceleradoras ficam com um percentual da empresa (equity).

Para participar de uma aceleradora, você deve ser selecionado. O processo de seleção varia, e acontece em datas específicas. Ao final do programa de aceleração as startups participam de uma espécie de competição junto a potenciais investidores, chamado “Demo Day”.

Novidade: Venture Builders

Uma novidade no mercado mundial e que está chegando agora no Brasil, são os chamados Venture Builders (VB) ou Techstudios. Os Venture Builders criam startups se utilizando de ideias e recursos próprios ou agregando ideias e recursos de fora.

O objetivo do VB é estruturar uma startup com metodologia própria, um modelo gestão e as vezes até com equipe própria, aliando know-how Técnico/Funcional + know-how de Mercado + Gestão + Cultura de Inovação, de forma a atrair investidores-anjo ou fundos de investimentos cujo capital irá financiar o crescimento da startup.

Os VBs se diferem das aceleradoras porque vão além, oferecendo cogestão da startup e equipe de tecnologia, podendo acompanhar a startup nos estágios seguintes. Podemos dizer que têm uma proposta mais customizada e são muito “mão na massa” junto ao empreendedor.

Durante o ano todo os VBs estão em busca de empreendedores, ideias e recursos, mas isso não significa que seja fácil entrar e muito menos ficar.

Como falamos anteriormente, você também pode ir por conta própria, montando seu negócio do zero sem ajuda ou apoio de Incubadoras, Aceleradoras ou Venture Builders.

Sim é possível, principalmente se você tiver o perfil de um  Bill Gates (Microsoft) ou Mark Zuckerberg (Facebook), exemplos de quem conseguiu seguir adiante por conta própria. Por outro lado, empresas como Airbnb, Dropbox, Conta Azul e Cardmunch passaram pelas conhecidas Y Combinator e 500 (Five hundred), duas aceleradoras localizadas nos EUA.

A escolha é sua, boa sorte e sucesso em sua empreitada!

Fonte: IDGNOW!

DICAS E SERVIÇO:

PARA LER MAIS SOBRE ACELERADORAS:

http://www.inc.com/will-yakowicz/the-15-best-startup-accelerators-in-the-us.html

http://www.forbes.com/sites/briansolomon/2015/03/17/the-best-startup-accelerators-of-2015-powering-a-tech-boom/

http://techcrunch.com/2014/03/10/these-are-the-15-best-accelerators-in-the-u-s/

http://startupi.com.br/ecossistema/

PARA LER MAIS SOBRE VENTURE BUILDERS

http://bernardi.me/post/101192026840/updated-list-of-venture-studios-and-startup

http://incube.mobi www.move2.com.br

1 0 Continue Reading →